segunda-feira, 6 de março de 2017

Penitências


    Qualquer pessoa sensata sabe que não há como nos aproximarmos de Deus sem que antes reconheçamos, por força de Sua plena santidade, nossos pecados e busquemos, de fato, purificar-nos. O salmista admitia: "Se não perdoardes nossas iniquidades, Senhor Javé, quem poderá subsistir diante de Vós?" Sl 129,3
    Noutras circunstâncias, ele já se havia perguntado: "Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no Seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, Seu Salvador. Tal é a geração dos que O procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó." Sl 23,3-6
    Por isso os seguidores da tradição de São Paulo recomendam os Sacramentos: "E dado que temos um Sumo-Sacerdote estabelecido sobre a Casa de Deus, acheguemo-nos a Ele com coração sincero, com plena firmeza da , o mais íntimo da alma isento de toda mácula de pecado e o corpo lavado com a água purificadora do Batismo." Hb 10,21-22
    Não por acaso, tanto pela pecaminosidade do mundo quanto pela triunfante Graça da Divina Misericórdia, é tão concreta o que a Sã Doutrina ensina sobre o Purgatório. Registrou São Pedro: "Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito." 1 Pd 4,6
    Ora, ao iniciar Sua vida pública, as primeiras palavras de Jesus foram exatamente um convite à conversão, ou seja, a abandonar de uma vez o pecado, penitenciando-se por ele: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho." Mc 1,15
    Com idêntico propósito Ele enviou os Apóstolos, desde a primeira missão: "Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois... Eles partiram e pregaram a penitência." Mc 6,7.12
    E tal e qual o batismo ministrado por São João Batista, que demandava prévia confissão de pecados, os Apóstolos também batizavam durante as pregações de Jesus: "Em seguida, foi Jesus com os Seus discípulos para os campos da Judeia, e ali Se deteve com eles, e batizava. ... se bem que não era Jesus quem batizava, mas os Seus discípulos..." Jo 3,22;4,2
    Como explicou Jesus aos discípulos que iam a Emaús, a missão da Igreja é trazer o povo de Deus à contrição espiritual: "E que em Seu Nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém." Lc 24,47
    Com efeito, antes mesmo de Jesus iniciar Sua Missão, era São João Batista que, revelando a perfeita coerência dos planos de Deus, exigia de todo o povo uma sincera conversão: "Dai, pois, frutos de verdadeira penitência." Mt 3,8
    Essa era também a missão dos profetas e dos líderes de Israel, como o rei Josias: "Foi divinamente destinado a levar o povo à penitência, e robusteceu a piedade numa época de pecado." Eclo 49,1
    E Jesus descreveu assim o que a conversão de um pecador significa para Deus: "Digo-vos que assim haverá maior júbilo no Céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." Lc 15,7
    Na verdade, desde o livro da Sabedoria já estava claro que Deus pacientemente espera por nosso arrependimento: "... inspirastes a Vossos filhos a boa esperança de que, após o pecado, lhes dareis tempo para a penitência..." Sb 12,19
    Ele atesta: "Tendes compaixão de todos, porque Vós podeis tudo; e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens." Sb 11,23
    Foi o mesmo que ensinou São Pedro: "O Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Ele não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam." 2 Pd 3,9
    Pois a primeiríssima das penitências é afastar-se do pecado, como pregava São Paulo, mesmo com toda privação que tal postura represente para nosso corpo: "Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria." Cl 3,5
    Porque dependendo de nosso arrependimento, é Deus mesmo que nos estimula a uma verdadeira conversão. Ele diz através do profeta Joel: "Agora, portanto - oráculo do Senhor -, voltai a Mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto." Jl 2,12
    E também colabora para a definitiva transformação de nossos corações. Ainda durante a escravidão da Babilônia, Ele prometeu por Ezequiel: "Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne." Ez 36,26
    Com efeito, a verdadeira penitência acontece em nosso íntimo, como reza o salmista: "Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar." Sl 50,19


ORAÇÃO, JEJUM E ESMOLA

    A Confissão, portanto, é uma das três etapas do Sacramento da Penitência, que foi instituído por Jesus. Por isso é insubstituível, uma indeclinável obrigação da Igreja. De fato, ao incumbir os Apóstolos do Ministério da Reconciliação em Sua primeira aparição, Ele deu-lhes este poder: "Disse-lhes outra vez: 'A Paz esteja convosco! Como o Pai Me enviou, assim também Eu vos envio.' Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." Jo 20,23
    Foi o que fez São Pedro, como vemos no dia do Pentecostes: "Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: 'Que devemos fazer, irmãos?' Pedro lhes respondeu: 'Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, Nosso Deus." At 2,37-39
    E também São Paulo: "Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava Consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação. Portanto, desempenhamos o encargo de embaixadores em Nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em Nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" 2 Cor 5,19-20
    Há, no entanto, vários modos de cumprir a penitência, que é estabelecida pelo sacerdote, e assim obter de Deus o perdão dos pecados. Contudo, os Padres da Igreja falavam mais frequentemente em oração, jejum e esmola, porque assim foram inspirados nas palavras do próprio Jesus, que recomenda:
    "Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade Eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita." Mt 6,2-3
    "Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade Eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á." Mt 6,5-6
    "Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade Eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto." Mt 6,16-17
    Temos ainda outras citações dessas práticas. Por primeiro, destaca-se São João Batista, que foi um penitente por vida: "O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. João usava uma vestimenta de pelos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre." Lc 1,80; Mt 3,4
    Outro grande exemplo era a profetisa de Jerusalém, que esperava a Vinda do Cristo: "Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação." Lc 2,36-38
    E o próprio Jesus registrou o gesto de outra viúva no Templo, quando de Sua vida pública, que cumpria fielmente os Mandamentos da Lei e vivia tão somente das Graças de Deus: "Jesus sentou-Se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias. Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante. Ele chamou os Seus discípulos e disse-lhes: 'Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento.'" Mc 12,41-44
    Por isso o profeta Sofonias, que bem atinava para a gravidade do Juízo, com veemência exortava a todos: "Curvai-vos, curvai-vos, gente sem pudor, antes que nasça a sentença e o dia passe como a palha; antes que caia sobre vós o ardor da ira do Senhor; antes que caia sobre vós o Dia da indignação do Senhor! Buscai o Senhor, vós todos, humildes da terra, que observais a Sua Lei; buscai a justiça e a humildade: talvez assim estareis ao abrigo no Dia da cólera do Senhor." Sf 2,1-3
    O profeta Malaquias também se perguntava: "Quem estará seguro no Dia de Sua Vinda? Quem poderá resistir quando Ele aparecer? Porque Ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros." Ml 3,2
    São Pedro, por sua vez, lembrando os Provérbios, exaltava a excelência da caridade: "Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque ela cobre a multidão dos pecados." 1 Pd 4,8
    E aos fariseus, Jesus recomendou a esmola também como modo de purificação dos objetos de uso diário: "Dai antes esmola do que possuís, e todas as coisas vos serão limpas." Lc 11,41

PEDIR E OFERECER PERDÃO

    Sem dúvida, Jesus demonstrou que nossas devoções nada representam para Deus sem que tenhamos a humildade de pedir desculpas a quem ofendemos, ou simplesmente a quem quer que se julgue ofendido por nós: "Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta." Mt 5,23-24
    Na parábola do filho pródigo, por sinal, quando de seu retorno à casa do pai, vemos uma sincera confissão de arrependimento: "Meu pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho." Lc 15,21
    Destaca-se de mesmo modo a importância do perdão oferecido ao próximo, que, aliás, igualmente ensinado pelo próprio Jesus, é uma obrigação e também um modo de penitenciar-se: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, Vosso Pai Celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco Vosso Pai vos perdoará." Mt 6,14-15
    Ele ensinou ainda que nosso perdão não pode ter limites: "Então Pedro aproximou-se d'Ele e disse: 'Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?' Respondeu Jesus: 'Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.'" Mt 18,21-22


VIGÍLIA DE ORAÇÃO

    A vigília é mais um modo de penitenciar-se. O próprio Jesus, embora não tivesse de que se penitenciar, entrou em vigília pouco antes de ser preso no Jardim das Oliveiras, e convidou São Pedro, São João e São Tiago para acompanhá-Lo: "A Minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai." Mc 14,34
    E ao ver que não era auxiliado por Seu principal companheiro, reclamou de São Pedro por sua sonolência: "Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora!" Mc 14,37
    Por fim, recomendou abertamente a vigília de oração contra as tentações: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mc 14,38

INTERCESSÃO PELO PRÓXIMO

    Rezar pela Salvação do próximo é outra maneira de penitenciar-se, agora em conjunto, com todo o corpo da Igreja, isto é, o Corpo Místico de Cristo. São Paulo exortava: "Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no Qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos." Ef 6,18
    Jesus, ademais, pediu que rezássemos até mesmo por aqueles que nos perseguem: "Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem." Mt 5,44

COMPAIXÃO PELOS QUE SOFREM

    Mais que sacrifícios, porém, Jesus pedia misericórdia, e que nos juntássemos a Ele em busca das ovelhas perdidas. Perdição, aliás, que às vezes se dá por falta de solidariedade: "Ide e aprendei o que significam estas palavras: 'Eu quero a misericórdia e não o sacrifício' (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores." Mt 9,13

ACEITAR OS SOFRIMENTOS

    Muitos pecam por imaturas e tresloucadas tentativas de fugir dos sofrimentos. Mas Jesus propôs exatamente o contrário, e segui-Lo com sinceridade é a maior das penitências: "Se alguém Me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua Cruz e siga-Me." Mc 8,34


ENFRENTAR AS INJUSTIÇAS

    Além de ícone de vida penitente, São João Batista foi também um poderoso profeta, e assim denunciou a situação de adultério em que vivia o rei Herodes, razão pela qual foi martirizado. Jesus destacou essa bem aventurança, que é igualmente uma penitência: "Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!" Mt 5,10

PEREGRINAÇÕES

    Viagens por devoção também são obrigação religiosa e uma maneira de expiar pecados. É o que faziam São José e Nossa Senhora: "Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa." Lc 2,41
    E Jesus, após crescer, manteve essa tradição: "Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém." Jo 2,13

QUARESMA

    Os 40 dias que antecedem a Páscoa é o tempo mais apropriado para as penitências. A Igreja estabelece através de Seu quarto Mandamento: "Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja." No Brasil, isso se aplica a todas as sextas-feiras, à Quarta-Feira de Cinzas e à Sexta-Feira Santa.

CINZAS E TRADIÇÕES JUDAICAS

    No Antigo Testamento, vemos outras formas de penitência além de pôr cinzas sobre a cabeça, como fazemos na Quarta-Feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma. É o rasgar as vestes e vestir-se de saco, que foi a penitência de Mardoqueu ao saber que o rei Assuero havia dado a Amã permissão para exterminar o povo judeu, enquanto estavam no Exílio da Babilônia: "Quando Mardoqueu soube o que se tinha passado, rasgou suas vestes, cobriu-se de saco e cinza, e percorreu a cidade, dando gritos de dor." Est 4,1
    Tamar também rasgou as vestes ao ser violentada e, em seguida, desprezada por Amnon, seu meio irmão: "Tamar derramou então cinza sobre a cabeça, rasgou o seu longo vestido e, pondo a mão sobre a cabeça, afastou-se gritando." 2 Sm 13,19
    Esses costumes ainda eram vigentes nos tempos de Jesus, segundo Sua próprias palavras: "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza." Lc 10,13

DIZ O CATECISMO:

    "A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às más obras que cometemos. Ao mesmo tempo, é o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de Sua graça. Esta conversão do coração vem acompanhada de uma dor e uma tristeza salutares, chamadas pelos Padres de 'animi cruciatus (aflição do espírito)', 'compunctio cordis (arrependimento do coração)'." CIC 1431
    "O pecado é antes de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura da Comunhão com Ele. Ao mesmo tempo é um atentado à Comunhão com a Igreja. Por isso, a conversão traz simultaneamente o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, que é expresso e realizado liturgicamente pelo Sacramento da Penitência e da Reconciliação." CIC 1440
    "O Sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação." CIC 1491
    "Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição pelo Sacramento da Penitência." CIC 1415

    "Recebe, ó Senhor, por Tuas mãos este sacrifício, para a Glória de Teu Nome, para nosso bem e de toda a Santa Igreja!"