sábado, 22 de outubro de 2016

A Oração


    Com frequência os Evangelhos apresentam Jesus rezando, pois, para cumprir estritamente a vontade do Pai, assim Se colocava em perfeita Comunhão com Ele. Esse é também o grande trunfo dos Profetas e Santos, como veremos.
    O Pai Nosso, por sinal, nossa principal oração, foi ensinada por Jesus aos Apóstolos justamente num momento de prece, quando eles, vendo-O rezar, lembraram-se de que essa era uma prática de São João Batista e seus discípulos: "Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de Seus discípulos: 'Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.'" Lc 11,1
    A oração, portanto, além de toda mística e Graça da Comunhão, é um reconhecimento ao Deus Único, um incenso que Lhe acendemos. Diz o salmista: "Que minha oração suba até vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para vós sejam como a oferenda da tarde." Sl 140,2
    De fato, tão especial é esse momento que o Eclesiástico recomenda: "Antes da oração, prepara a tua alma, e não sejas como um homem que tenta a Deus." Eclo 18,23
    E conforme os Provérbios, a desobediência à Revelação não é exatamente algo que agrade a Deus: "Aquele que afasta o ouvido para não ouvir a Lei, até mesmo sua oração se torna abominável." Pr 28,9
    Devemos estar igualmente atentos para não sermos movidos por interesses espúrios, como ensinou São Tiago Menor: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões." Tg 4,3
    A pureza de intenções, porém, toca o coração de Deus. Está no Livro de Jó: "Se recorreres a Deus, e implorares ao Todo-poderoso, se fores puro e reto, Ele atenderá a tua oração..." Jó 8,5-6
    Segundo o Eclesiástico, esse é o grande socorro dos mais necessitados: "A oração do pobre eleva-se de sua boca até os ouvidos de Deus, e Ele Se apressará em lhe fazer justiça. Não despreza a oração do órfão, nem os gemidos da viúva." Eclo 21,6;35,17
    Essa era realmente uma certeza: "A oração do humilde penetra as nuvens." Eclo 35,21a
    O salmista também os exortava nesse sentido: "Ó vós, humildes, olhai e alegrai-vos; vós que buscais a Deus, reanime-se o vosso coração, porque o Senhor ouve os necessitados..." Sl 68,33-34a
    Com efeito, a decisão e a prática de rezar, quando abraçada com sinceridade e humildade, não tem como ser levada adiante por nós sem o auxílio do Espírito Santo. Disse São Paulo: "... o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis." Rm 8,25
    E quando a oração é coletiva e em nome do Reino de Deus, como fazemos na Santa Missa, Jesus faz-Se presente: "Porque onde dois ou três estão reunidos em Meu Nome, aí estou Eu no meio deles." Mt 18,20
    Aos que Lhe obedecem, pois, Ele garantiu: "E tudo o que pedirdes ao Pai em Meu Nome, vo-lo farei..." Jo 14,13
    Em perfeita consonância com esse ensinamento, diz São Judas Tadeu, convidando-nos às orações comunitárias e ao encontro com o Santo Espírito: "Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo." Jd 1,20
    Ora, é isso que faz a Igreja desde a Ascensão de Jesus aos Céus, sempre em companhia da Mãe Celeste: "Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos d'Ele." At 1,14
    São Tiago Menor recomenda ainda que oremos em intercessão uns pelos outros. Mas aponta, além do poder das preces para curar, a suma importância da Confissão: "Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto." Tg 5,16-18
    Assim como Elias, Moisés alcançou grandes feitos pela oração, como afirmou Eliacim, o sumo sacerdote, ante as ameaças de Nabucodonosor: "Lembrai-vos de Moisés, servo do Senhor. Amalec, que confiava em sua força, em seu poder, em seu exército, em seus escudos, em seus carros e cavaleiros, foi derrotado por ele, não com a força das armas, mas com o poder da santa oração." Jt 4,13
    Também recorria à oração o Profeta Daniel, mesmo contrariando as ordens do rei, que não queria que o Deus de Israel fosse cultuado: "E continuaram: 'Pois bem, Daniel, o deportado de Judá, não tem consideração nem por tua pessoa nem por teu decreto: três vezes ao dia ele faz sua oração.'" Dn 6,14
    Entretanto, para efeito das respostas de Deus às orações, devemos compreender com o salmista que Seu tempo é diferente do nosso: "... porque mil anos, diante de Vós, são como o dia de ontem que já passou, como uma só vigília da noite." Sl 89,4
    E São Paulo, abrangendo a todos os cristãos com as intenções de nossas súplicas, lembra aos efésios que a oração é uma vigília: "Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos." Ef 6,18
    Aliás, não só pelos cristãos, mas verdadeiramente por todo ser humano, como indicava a São Timóteo: "Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens... Isto é bom e agradável diante de Deus, Nosso Salvador, o Qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade." 1 Tm 2,1.3-4
    Humilde, o Apóstolo dos Gentios pedia oração inclusive para si mesmo, pelo melhor cumprimento de sua missão: "E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o Mistério do Evangelho..." Ef 6,19
    E, perante os colossenses, tornou a estimular à vigilância e aos cultos: "Sede perseverantes, sede vigilantes na oração, acompanhada de ações de graças." Cl 4,2
    É o mesmo que diz São Pedro: "Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração." 1 Pd 4,7
    Nos momentos mais sérios, de fato, Jesus apontava a vigília e a oração como nosso único remédio: "Vigiai e orai para que não entreis em tentação." Mt 26,41
    Segundo Nosso Salvador, essa é a única maneira de resistir às tribulações e alcançar a Salvação: "Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem." Lc 21,36
    Resignado perante as dificuldades que se apresentavam, São Paulo demonstrava absoluta convicção nas preces. Certamente, tal segurança era fruto de suas constantes práticas e resultado de edificantes experiências pessoais. Ele escreveu aos filipenses: "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças." Fl 4,6
    E dizia aos tessalonicenses: "Orai sem cessar." 1 Ts 5,17
    Verdadeiramente Santo, na carta aos romanos ele associava a perseverança à alegria: "Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração." Rm 12,12
    Pois assim como a Palavra de Deus, ele percebia que a oração tem o dom de tudo purificar: "Porque (tudo) se torna santificado pela Palavra de Deus e pela oração." 1 Tm 4,5
    Em casos extremos, porém, além da vigília, devemos recorrer também ao jejum, como ensinou o Arcanjo São Rafael a Tobit e seu filho, Tobias: "Boa coisa é a oração acompanhada de jejum..." Tb 12,8
    E como ele disse a Tobit, em intercessão os anjos cuidam de apresentar nossas orações ao Pai: "Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor." Tb 12,12
    Ou em casos ainda mais graves, devemos recorrer ao uso das cinzas, pó ao qual voltaremos, como fez Daniel: "Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-Lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza." Dn 9,3


JESUS E A ORAÇÃO

    Como não poderia deixar de ser, também quanto às orações Jesus é nosso modelo. Além do Pai Nosso, que é absolutamente imprescindível à vida cristã, Ele deixou-nos outras instruções de suma importância. Como destacado exemplo, pediu para que rezássemos por nossos inimigos como maneira realmente eficaz para desfazer as intrigas e a ira: "... amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem." Mt 5,44
    E como consta no Pai Nosso, deixou muito claro que a oração, para que seja atendida, deve ser precedida pelo total perdão que devemos oferecer a todos: "E quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também Vosso Pai, que está nos Céus, vos perdoe os vossos pecados." Mc 11,25
    Apontou ainda o grave erro das orações para simular piedade: "Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa." Mt 6,5
    Explicou que não é por meras repetições, desprovidas de verdadeira devoção, que nos faremos ouvidos por Deus: "Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras vazias. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais." Mt 6,7
    Numa parábola, Ele demostrou que os arrogantes não são atendidos, mas sim os humildes, que confessam seus erros: "Subiram dois homens ao Templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: 'Graças Te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros.' O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!' Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado." Lc 18,10-14
    Noutra parábola, a do juiz iníquo, falou da importância de persistir ininterruptamente nas orações: "Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo." Lc 18,1
    Disse, mais claramente, que a oração de valia deve ser feita com : "Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis." Mt 21,22
    E que, ao terminar, devemos nos portar como se ela já tivesse sido atendida: "Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado." Mc 11,24
    São João Evangelista disse o mesmo, mas explicou em que condição seremos atendidos: "A confiança que depositamos n'Ele é esta: em tudo quanto Lhe pedirmos, se for conforme Sua vontade, Ele nos atenderá. E se sabemos que Ele nos atende em tudo quanto Lhe pedirmos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos." 1 Jo 5,14-15
    Quanto aos casos de exorcismo, que se não urgentes só devem ser conduzidos por sacerdotes preparados, Jesus explicou que a certos maus espíritos não bastava apenas dar uma ordem: "Depois de entrar em casa, os Seus discípulos perguntaram-Lhe em particular: 'Por que não pudemos nós expeli-lo?' Ele disse-lhes: 'Esta espécie de demônios não se pode expulsar senão pela oração.'" Mc 9,28-29
    Em casos mais complicados, Ele explicou que nem mesmo apenas as orações seriam suficientes: "Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum." Mt 17,20
    E prometeu, enfim, que os Apóstolos já poderiam começar a pedir a Deus em Seu Nome, pois só as respostas dos Céus trazem a plena felicidade: "Até agora não pedistes nada em Meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita." Jo 16,24
    Garantia assim, aos seus representantes, que atenderia todo pedido feito em favor do Reino de Deus: "E tudo o que pedirdes ao Pai em Meu Nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Qualquer coisa que Me pedirdes em Meu Nome, vo-lo farei." Jo 14,13-14
    E que, por tudo pedido em Seu Nome, o próprio Pai os atenderia: "... o que pedirdes ao Pai em Meu Nome, Ele vo-lo dará." Jo 16,23
    Porque Deus Pai quer uma relação de amor com Seus filhos: "Naquele dia pedireis em Meu Nome, e já não digo que rogarei ao Pai por vós, pois Ele mesmo vos ama..." Jo 16,26-27


JESUS REZAVA
 
    Ora, Jesus mesmo mostrava, e com extrema frequência, através de Sua atitude de constante oração, qual deve ser nosso caminho:
    - Nós O vemos rezar durante Seu Batismo: "Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando Ele a orar, o Céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do Céu uma voz: 'Tu és o Meu Filho bem-amado; em Ti ponho Minha afeição.'" Lc 3,21-22
    - No dia seguinte ao discurso inaugural de Sua Missão: "De manhã, tendo-Se levantado muito antes do amanhecer, Ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali Se pôs em oração." Mc 1,35
    - Após a multiplicação dos pães e dos peixes: "E despedido que foi o povo, retirou-Se ao monte para orar." Mc 6,46
    - Quando Sua fama se espalhou: "Mas Ele costumava retirar-Se a lugares solitários para orar." Lc 5,16
    - Antes de escolher os Apóstolos: "Naqueles dias, Jesus retirou-Se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou os Seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de Apóstolos... " Lc 6,12-13
    - Antes de revelar Sua divina identidade aos Apóstolos: "Num dia em que Ele estava a orar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: 'Quem dizem que EU SOU?'" Lc 9,18
    - Quando subiu ao Monte e transfigurou-Se: "Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar." Lc 9,28
    - Quando agonizava no Horto das Oliveiras, sabendo que Sua flagelação e morte estavam próximas: "Adiantou-Se um pouco e, prostrando-Se com a face por terra, assim rezou: 'Meu Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice! Todavia não se faça o que Eu quero, mas sim o que Tu queres.'" Mt 26,39
    - Oração, aliás, a despeito dos que criticam a recitação do Rosário ou do Terço, que Ele repetiu por 3 vezes: "Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras." Mt 26,44
    - Como havia ensinado a rezar pelos inimigos, mesmo agonizando na Cruz Ele ainda pedia a Deus por Seus algozes: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." Lc 23,34
    - E antes de morrer, disse Sua última oração: "Pai, nas tuas mãos entrego o Meu espírito." Lc 23,46


IGREJA: CASA DE ORAÇÃO 

    Como lugar para rezar, Jesus nos deixou Sua Igreja. E como ensina São Paulo, eis aqui o que muitos se esquecem: Ele morreu por ela: "... Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela..." Ef 5,25
    Ora, tanto quanto pôde, toda a vida de Jesus foi devotada aos lugares de oração. Seguindo fielmente a tradição dos judeus, começou sendo apresentado no Templo de Jerusalém por Sua Mãe e Seu Pai: "Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-nO a Jerusalém para O apresentar ao Senhor... " Lc 2,22
    E desde criança, junto a Seus pais, Ele guardou devotamente e em Jerusalém os dias da Páscoa: "Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa." Lc 2,41-42
    Durante Sua vida pública, sempre pregava nas sinagogas: "Jesus percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade." Mt 9,34
    Ele respeitava e atendia os pedidos dos chefes das sinagogas, chegando a ressuscitar a filha de Jairo: "Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus os tocadores de flauta e uma multidão alvoroçada." Mt 9,23
    Até mandou os dez leprosos, que curou, apresentarem-se ao sacerdote local: "Ao entrar numa aldeia, vieram-Lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: 'Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!' Jesus viu-os e disse-lhes: 'Ide, mostrai-vos ao sacerdote.' E quando eles iam andando, ficaram curados." Lc 17,12-14
    E nas Páscoas, no Templo de Jerusalém: "Todos os dias ensinava no Templo. Os príncipes dos sacerdotes, porém, os escribas e os chefes do povo procuravam tirar-Lhe a vida." Lc 19,47
    Mesmo sabendo que já era perseguido: "Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muita gente de todo o país subia a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. Procuravam Jesus e falavam uns com os outros no Templo: 'Que vos parece? Achais que Ele não virá à festa?' No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus ia-Se aproximando. Saíram-Lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: 'Hosana! Bendito o que vem em Nome do Senhor, o rei de Israel!'" Jo 11,55-56;12,12-13
    Ele até usou esse argumento quando foi julgado pelos judeus: "Jesus respondeu-lhe: 'Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no Templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.'" Jo 18,20
    Aliás, por Seu extremo zelo pelo Templo, Ele entrou em embate físico para purificá-LO, expulsando os vendilhões com um chicote: "Está escrito: 'Minha casa é uma Casa de Oração' (Is 56,7), mas vós fizestes dela um covil de ladrões (Jr 7,11)!" Mt 21,13
    E para edificar Sua Igreja, Jesus deixou-nos os Apóstolos, que em seguida ordenaram Bispos e Diáconos, e por fim, como era da tradição dos anciãos judeus, os Presbíteros. Juntos, eles são os sacerdotes que intercedem por nós: "Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu Nome, Ele vos conceda." Jo 15,16b
    Ele garantiu, através de Seus sacerdotes, o sucesso da Igreja: "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça." Jo 15,16a
    Pois como sinal para a perfeita Unidade da Igreja, eles trazem em si a Glória de Jesus, que Ele mesmo lhes deu, como rezou ao Pai: "Dei-lhes a Glória que Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam perfeitos na Unidade e o mundo reconheça que Me enviaste e os amaste, como amaste a Mim." Jo 17,22-23
    Os seguidores de São Paulo também defende a Igreja, argumentando que precisamos das palavras de fé uns dos outros: "Não abandonemos a nossa assembléia, como é costume de alguns, mas admoestemo-nos mutuamente..." Hb 10,25
    E o próprio São Paulo diz que é na Igreja que devemos dar Glórias a Deus: "Àquele que, pela virtude que opera em nós, pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou entendemos, a Ele seja dada glória na Igreja..." Ef 3,20-21
    De fato, para que nossas orações sejam atendidas, temos que prestar culto a Ele, como testemunhou o cego de nascença curado por Jesus: "Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem Lhe presta culto e faz a Sua vontade." Jo 9,31
    Ora, até os anjos precisam observar o que acontece na Igreja para entender os desígnios e as obras de Deus: "Assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da divina sabedoria..." Ef 3,10

    "Em Comunhão com toda a Igreja aqui estamos!"